O objectivo de longo prazo do Programa de Avaliação Institucional da EUA consiste no reforço da autonomia institucional e no apoio a mudanças institucionais nas universidades.
A avaliação é abordada na perspectiva da universidade de modo a assegurar a compreensão do contexto institucional e a elaborar recomendações para aumento da eficácia dos processos de governo e de gestão e nas soluções de qualidade seguidas a nível interno.
O programa de avaliação institucional é completamente independente de programas de avaliação de agências e governos nacionais. A equipa de avaliação da EUA é formada por reitores ou vice-reitores (em funções ou jubilados) e por um professor universitário ou por outro profissional do ensino superior, na qualidade de secretário académico. Os membros da equipa oferecem uma perspectiva internacional e europeia; todos provêm de países diferentes e nenhum deles é originário do país da instituição participante.
A equipa da EUA debruça-se sobre os processos e estruturas institucionais de tomada de decisões e na eficácia do planeamento estratégico. Irá avaliar a relevância dos processos internos de qualidade e a sua utilização no desenvolvimento estratégico da universidade. O programa de avaliação institucional tem uma orientação construtiva, isto é, pretende-se que contribua para o desenvovimento e melhoria da instituição. O programa de avaliação institucionalr não está orientado para a formulação de juízos ou para a comparação entre instituições.
Durante a visita preliminar, a equipa de avaliação familiariza-se com a universidade e a sua envolvente. Na visita principal, dois meses depois, a atenção dirige-se para a determinação de quais, como e com que eficácia as políticas estratégicas e os procedimentos de qualidade da universidade estão a ser implementados em toda a instituição.
Importa sublinhar que a preocupação principal da equipa consiste em ser prestável e construtiva.
Os membros da equipa estarão preparados para liderar discussões com questões cuidadosamente preparadas. Pretende-se que as sessões sejam interactivas. Não deverão ser feitas apresentações formais tanto por parte dos membros da universidade como por parte da equipa de avaliação.
As conclusões e recomendações da equipa de avaliação serão coligidas num relatório que será apresentado à universidade.
Desde 1993, a EUA já conduziu cerca de 200 avaliações em 39 países (sobretudo na Europa mas também na América Latina e na África do Sul). |